quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Toda em vontades e promessas vazias
Tinha a malícia no risonho olhar.
Conheço sequer alguém que pensaria
Que render-se-ia ao segredo do mar.

Com os pés descalços e a mente já fria
Tinha a legenda do olhar, no luar.
Respirava fundo, e assim o fazia
Em sincronia às ondas do mar.

E então de repente, no mesmo momento
Notou a melodia, tremulando o ar.
As ondas em festa, o vento em lamento
Soando como uma orquestra a tocar.

E frente a isso, tão estasiada
Com esse presente, sonoro do mar.
Piscou desistente, explodiu-se em risada
Com o som da água, quebrando o ar.

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