segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem inspiração
Encontro-me aqui.
Com a ponta redonda, de um lápis qualquer
achado por aí.

E a folha já fina,
de se apagar
as poucas palavras, as menos vulgares
que estive a pensar.

Com a alma quieta,
pronta a sucumbir
ao branco da folha, ao negro grafite
pra mim a sorrir.

E a atmosfera
a sincronizar.
Meus olhos, meu sangue, vibrando meu pulso
pesando meu ar.

Em prece, atiradas
Palavras em linha.
Intenção e apelo, beleza e medo
de estar sozinha.

Mas não adianta
É uma vida em vão.
Dois tempos eternos, sem nada de belos
sem inspiração.

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