Sem inspiração
Encontro-me aqui.
Com a ponta redonda, de um lápis qualquer
achado por aí.
E a folha já fina,
de se apagar
as poucas palavras, as menos vulgares
que estive a pensar.
Com a alma quieta,
pronta a sucumbir
ao branco da folha, ao negro grafite
pra mim a sorrir.
E a atmosfera
a sincronizar.
Meus olhos, meu sangue, vibrando meu pulso
pesando meu ar.
Em prece, atiradas
Palavras em linha.
Intenção e apelo, beleza e medo
de estar sozinha.
Mas não adianta
É uma vida em vão.
Dois tempos eternos, sem nada de belos
sem inspiração.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Toda em vontades e promessas vazias
Tinha a malícia no risonho olhar.
Conheço sequer alguém que pensaria
Que render-se-ia ao segredo do mar.
Com os pés descalços e a mente já fria
Tinha a legenda do olhar, no luar.
Respirava fundo, e assim o fazia
Em sincronia às ondas do mar.
E então de repente, no mesmo momento
Notou a melodia, tremulando o ar.
As ondas em festa, o vento em lamento
Soando como uma orquestra a tocar.
E frente a isso, tão estasiada
Com esse presente, sonoro do mar.
Piscou desistente, explodiu-se em risada
Com o som da água, quebrando o ar.
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