segunda-feira, 10 de novembro de 2008

interioridade

Ando tendo inspiração..
Se pudesse escolher, escolheria nunca mais te-las...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

arquiiiiivo

Há dias...
Há tempos em que nada se sente.
Indesejada apatia.
Há vidas, das quais nunca nota-se a vivacidade íntima.
Bocas tão mudas quanto de estátuas e presenças tão transparentes...
Quisera eu ter essa transparência... ou invisibilidade, porque não?
Diz-se merecerem o ânimo sútil e tranquilo.
è tão simples notar o simples.
à vida, é simplesmente desamarrada, falta apenas abrir as percepções, deixando aguçada a sensibilidade...
Numa folha que emancipa-se forçadamente ou num olhar lateral e intimidante.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

nunca mais

eu não quero nunca mais escrever
eu não quero nunca mais me forçar
eu não quero nunca mais ficar triste
e fingir a felicidade
mas passar sempre sozinha por tudo

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quando fito tua alma
me demonstra só pairar
pela paisagem inata
tua aura acalmar
a luz mostrando o farol
me inspira declamar
bem baixinho e teu botão
parece desabrochar.

O crescer em minhas mãos
embaraça-me o olhar
um bocado de atenção
necessitando o chegar
perco-me entre o sim e o não
da boca a paralizar
tal agir da pulsação
ansiando o embromar.

O treinar da voz sair
o tremer da voz falhar
o pavor do não ouvir
a desculpa a inventar
te falta a tal navalha
de súbto me explorar
e meu pobre coração
quase quase arrebentar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Utopia

Falar sobre a vida.. Quanto marasmo
As faltas me cansam...
A falta de sensibilidade, de gentileza, de educação..
Eu não quero mais perceber. Agora eu sou hipócrita!
A hipocrisia é o melhor disfarce, a melhor arma para mascarar os autos. A auto-sensação, a auto-estima.
Não cumprimento mais quem eu gosto, nem elogio quem me despertaria um elogio.
Eu tô na moda! Eu sou igual!
Eu sou um robozinho moderninho de franjinha e etiqueta. Tão bonitinha, tão queridinha.
Agora, eu sou mais uma, não mais aquela lá.

Corpo.. Faz a tristeza ir embora...
Mas a preguiça já desabrochou.. Por querer, todas essas palavras são mentira...

domingo, 28 de setembro de 2008

And over, and over again..

Quero escrever para sentir-me aliviada, sentir a leveza das palavras escapando-me os dedos.
Quero escrever o fim que nunca vou ver..
Pela continuidade vital que me da recursos..
Para escrever.
Quero escrever sobre ti, sobre a luz, sobre o irrelevante.
O que cai nas graças nada me disperta.
Quero escrever, encher as linhas de palavras e torna-las mais interessantes..

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Algum Narcisismo..

Achei que eu estivesse prestes a explodir como um balão.. Não ia pra frente.. Mais pesada que o ar.
Odeio me sentir assim. Eu nem tenho tanta coisa pra me preocupar.. Foram épocas difíceis e de muita tristeza, tanta que eu nem sei daonde, tanta que eu nem sei porque, mas chegaram, me invadiram como uma avalanche sem nem perguntar se eu tinha emocional para tudo aquilo.. Normalmente nunca é perguntado eu sei.. A futilidade não pode estar chegando em mim..

Há dias que me sinto contaminada..
Há meses que não me sinto bem.

Ando calada e desligada, porém, mais atenta do que nunca. Aprendendo a ler nas entrelinhas, eu comecei a conhecer as pessoas. Ultimamente todos tem mostrado a cara, mas sem querer, e nada tem me agradado.. Será que eu também sou assim falsa, descarada e insuportável? Tanto mel ta me enjoando.. Ta explicado! O tempo todo esteve.. Eu que não via.
Eu que afasto as pessoas de mim. Só pode ser isso!
Espero que seja..
Por isso eu ando tão sozinha..

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

**


O primeiro passo em direção à morte,
representa o alavancar da madurez,
ludibriar o medo como a olhar um corte,
faz pensamentos trevosos curvarem-se sem rigidez.

Sem contradição, não há excitação em se explicar,
como não há sentido, vencer uma discussão sem a ganhar,
discutir o sexo dos anjos, não é esvair-se em conhecimento,
tão menos desprover-se de aproveitar um sublime lamento.

quando a sabedoria representa, sem causar temor ou medo,
é mais fácil entreter-se sem ver a hora esgotar,
e ignorar que a morte é unicamente triste,
sem notar que a experiênica, é morrer sem se notar.

sábado, 13 de setembro de 2008

*


Ouve como é belo e melodioso o canto do vento,
que não é egoísta, mas, também clama por atenção,
que liberta o mormaço,
que enfurecido, perturba..
Vê com os sentidos, não com a razão
a sensibilidade arquitetada
exorbitada de imensa tolice,
que a graça alcança dançando,
serpenteando o movimento enfurecido,
libertinoso, elevando as almas a seus ápices, que
do ânimo, conteúdo e material
da para ouvir como é breve a vida mutável