quarta-feira, 27 de abril de 2011

Às minhas queridas mestras.SS.

Não há tanta correria.
Porém, muito desespero.
Não há tanta ironia.
Quanto há o desmazelo.

Não são muitos os sorrisos.
Sim, são tantas as palavras.
Mas da nota eu preciso,
Dessas monstras retardadas.

Vivo a fugir do conflito.
Optei pelas risadas.
Não mais absorvo os gritos,
De minhas mestras mal amadas.

Pois, com olhos junto às portas.
Penduradas nas janelas.
Me espreitando aos sussurros,
São malditas sentinelas.

E então, em desabafo.
Sobre as minhas grandes mestras,
Desejo que morram todas,
Pois, ali nenhuma presta!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O ruim.

O que é a vida se não um fio de teia solitário segurando o peso de um mundo inteiro.
Tão tênue quanto um fio dual.
Uma catarse projetada só esperando pra acontecer.
Ou que acontece na hora marcada com o afago de um alívio bestial. Divinal?
Enquanto a desgraça carnal nos envolve, fazendo um círculo cada vez mais estreito, é imprescindível se perguntar quando ela irá nos tocar.
E eu fico pensando... O que será que tem reservado pra mim, dessa dose de tragédia?
Acredito que há uma ordem regente maior.
Não sei se acredito num desforro total da alma.
Mas sei que há sempre uma tristeza chorosa, uma solidão amarga e uma sutileza, marcando na pele as cicatrizes da cura. Talvez eternas. Com sorte amortecidas pelo tempo.
Só não sei com que força devo esperar até que isso me alcance, ou que armas devo empunhar pra lidar com a dor que será só minha. Isso as vezes me causa um ligeiro temor. Vê?
Então só se eu estiver só de coração. Estarei esperando em pé na água.