sábado, 29 de janeiro de 2011

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Os cabelos. Desmedidos, desregrados.
Repicados, navalhados. Vão mostrando o que é.

Jeans e tênis. Regatas: uniforme.
É quase um informe. E quase entregam o que é.
Unhas curtas. Bem lixadas, bem cuidadas.
Sempre limpas e pintadas. Só não vê mais, quem não quer.
E a intolerância. A cada palavra ofensiva.
O veneno na saliva. Amaldiçoa com prazer.
E não era pecado. Era amor e poesia.
Tudo aquilo que ela via. No que mais ninguém vê.