sexta-feira, 24 de outubro de 2008

arquiiiiivo

Há dias...
Há tempos em que nada se sente.
Indesejada apatia.
Há vidas, das quais nunca nota-se a vivacidade íntima.
Bocas tão mudas quanto de estátuas e presenças tão transparentes...
Quisera eu ter essa transparência... ou invisibilidade, porque não?
Diz-se merecerem o ânimo sútil e tranquilo.
è tão simples notar o simples.
à vida, é simplesmente desamarrada, falta apenas abrir as percepções, deixando aguçada a sensibilidade...
Numa folha que emancipa-se forçadamente ou num olhar lateral e intimidante.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

nunca mais

eu não quero nunca mais escrever
eu não quero nunca mais me forçar
eu não quero nunca mais ficar triste
e fingir a felicidade
mas passar sempre sozinha por tudo

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quando fito tua alma
me demonstra só pairar
pela paisagem inata
tua aura acalmar
a luz mostrando o farol
me inspira declamar
bem baixinho e teu botão
parece desabrochar.

O crescer em minhas mãos
embaraça-me o olhar
um bocado de atenção
necessitando o chegar
perco-me entre o sim e o não
da boca a paralizar
tal agir da pulsação
ansiando o embromar.

O treinar da voz sair
o tremer da voz falhar
o pavor do não ouvir
a desculpa a inventar
te falta a tal navalha
de súbto me explorar
e meu pobre coração
quase quase arrebentar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Utopia

Falar sobre a vida.. Quanto marasmo
As faltas me cansam...
A falta de sensibilidade, de gentileza, de educação..
Eu não quero mais perceber. Agora eu sou hipócrita!
A hipocrisia é o melhor disfarce, a melhor arma para mascarar os autos. A auto-sensação, a auto-estima.
Não cumprimento mais quem eu gosto, nem elogio quem me despertaria um elogio.
Eu tô na moda! Eu sou igual!
Eu sou um robozinho moderninho de franjinha e etiqueta. Tão bonitinha, tão queridinha.
Agora, eu sou mais uma, não mais aquela lá.

Corpo.. Faz a tristeza ir embora...
Mas a preguiça já desabrochou.. Por querer, todas essas palavras são mentira...